Caso 8 - A Bíblia

Tenho relatado episódios que ocorreram em minha vida os quais considero exemplos de fenômenos estranhos, tema deste blog.
Os fenômenos estranhos ocorrem diretamente com as pessoas, isto é, sempre há pessoas diretamente envolvidas como participantes ou testemunhas desse tipo de evento. Os casos que citei, embora não surpreendentes, são reais e ocorreram comigo ou foram por mim notados.
Mas os fenômenos estranhos são muito mais abundantes do que a maioria das pessoas imagina. Todas as pessoas possuem uma infinidade de interesses e afazeres durante a vida no dia a dia, mas em geral os fenômenos estranhos não são prioridade para a grande maioria delas. Um fenômeno estranho geralmente é um evento que ocorre apenas algumas vezes na vida de uma única pessoa, se essa pessoa for uma pessoa comum e não uma sortuda ou azarada que teve sua vida colhida por um acontecimento estranho amplo e profundo a ponto de se tornar mais importante que as coisas corriqueiras pelos quais a maioria das pessoas se dedicam ou se entretem. Se uma pessoa comum não é alvo de uma vida dominada por uma excentricidade de algum fenômeno estranho, então ela certamente ficará sabendo de um ou outro caso de fenômeno estranho aqui e ali ao longo dos anos, mas não será capaz de fazer uma compilação de tudo de estranho que existiu ou existe nesse nosso estranho mundo.
Embora eu tenha tido poucos casos de fenômenos estranhos em minha vida, sei, no entanto, que eles são bastante comuns no mundo devido a uma série de fontes de informação, mas em particular devido ao meu hábito de leitura.
Tratei já aqui neste blog de meus casos pessoais em uma ordem cronológica, dos casos mais antigos para os mais recentes.
Assim que fui crescendo ao longo dos anos 70 do Século XX no pequeno vilarejo onde nasci eu comecei a frequentar a escola. Aos poucos fui aprendendo a ler, escrever e contar como o foi e é a maioria das crianças nas últimas décadas em nosso país. 
Ler é divertido desde que você tenha adquirido o prazer pela leitura, isto é, transformado a leitura em um hábito. Mas para isso você precisa ter material para ler. Por incrível que pareça, livros não eram tão comuns naquela época quanto o são hoje, dias muito mais ricos do que foram aqueles em que eu me alfabetizei.
Meus pais eram pessoas alfabetizadas, mas não frequentaram a escola mais do que por três ou quatro anos. Eles sabiam ler, mas não tinham a leitura como hábito. Então não havia livros em minha casa. Livros eram caros. A escolinha tinha livros, mas não emprestava para meninos de sete anos. Não havia bancas de jornal no vilarejo. Meus pais eram pobres e nós raramente saíamos do vilarejo. Quando saíamos raras foram as vezes em que tive acesso a uma banca de jornal ou a uma livraria, e ainda que tivesse, não tínhamos dinheiro para comprar livros e revistas com a facilidade com que as pessoas os compram hoje. Então, eu aprimorava minha alfabetização por meio da leitura da Bíblia.
Minha mãe tinha uma velha Bíblia que ganhara de minha avó como presente de casamento. Era uma Bíblia amassada, com folhas finas rasgadas e rabiscadas por nós, crianças, como o são a maioria dos livros quando dados para as crianças brincarem munidas de canetas e lápis diversos. Mas ainda assim era uma boa Bíblia para ser lida nas noites dos dias de semana antes de irmos dormir.
Não sei porque meus irmãos não se interessaram por ela. De qualquer forma eu me interessei e a li durante anos, até que fui crescendo e tendo acesso a novos livros mais adequados ao meu aprendizado e à minha curiosidade.
Por que digo hoje que a Bíblia não era exatamente o livro adequado ao meu aprendizado naquela época?
Porque ela é um livro muito pesado em seu aspecto relacionado ao anormal, ao estranho e ao, digamos, diabólico. Há na Bíblia uma variedade de temas e a maioria é relevante e diretamente relacionada à manutenção da fé e ao louvor a um Deus bondoso, mas há uma lista imensa de fenômenos estranhos que já naquela época eu considerava assustador. A maioria desses relatos me parecem assustadores ainda hoje.
Há ainda muitos relatos que na época me pareceram sem grande importância mas que passaram por reanálises ao longo de minha vida devido à leitura de outros livros cujos autores os apontavam como dignos de serem considerados relevantes por aspectos que em minha leitura infantil eu era incapaz de perceber, seja por inocência, seja por limitação de conhecimentos correlacionados, seja porque os estudos atuais sobre esses relatos mudaram o entendimento geral que lhes era dado até então.
Assim pergunto: a Bíblia fala em astronautas? Quantos milagres há nela? E quanto às suas previsões?
E quanto aos supostos livros dela excluídos, os apócrifos? E sobre a veracidade das histórias que não são em si fenômenos estranhos, mas poderiam ser, dependendo da leitura que a ciência faça de certos achados arqueológicos modernos? A Bíblia possui algum código oculto internamente?
Essas são perguntas que considero merecedoras de tentativas sérias de respostas convincentes.
A leitura da Bíblia é uma experiência religiosa, mas não necessariamente. Quando eu era um menino com meus oito, nove anos, era sob a ótica religiosa que eu a lia, mas nem por isso o lado histórico e o lado da anormalidade fenomenológica me passaram desapercebidos. E se um menino de oito anos era e é capaz de notar essa faceta da Bíblia, o que não dizer de um adulto com a massa de informações das quais dispõe hoje?
Assim, esse Caso 8 é uma introdução aos temas relatados na Bíblia judaico-cristã e, dado que ela é vasta e cheia de pontos de interesse, resumo esse relato apenas alertando-o, leitor, de que pretendo tratar mais calma e detalhadamente sobre esses pontos no futuro.
Espero que você continue acompanhando meus casos. Entre uma leitura e outra, sugiro que você leia a Bíblia, mesmo que você não seja cristão ou judeu.
Leia como um curioso. A experiência é gratificante.
Relate aqui suas percepções e ideias.

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